Jovens: Verão 2009
Excursão na Rússia
O tema de nossa excursão ao redor do lago Ladoga era "Os quatro elementos". Chegamos ao lago de mini-ônibus, saindo de São Petesburgo e a excursão durou dez dias. Éramos 16 ao todo: 8 russos, sendo que 2 não eram do IVI), uma família de 4 franceses, um holandês, nosso guia russo, assim como minha filha e eu que vínhamos da Alemanha.

A água
Durante nossa viagem a água era o elemento mais visível. Ela nos forneceu os meios de transporte (barco a remo), permitiu que estancássemos nossa sede, nos lavássemos e cozinhássemos. Ela estava presente por toda parte ao nosso redor, estendendo-se até além do horizonte. Às vezes ela caiu do céu para nos lembrar sua presença.
Esta mesma água flui no nosso corpo. Ela favorece nossas harmonizações. Usávamos as pranchas situadas na parte de trás dos barcos como mesas de harmonização e fazíamos nossas trocas de harmonização todos os dias, ficando muito atentos à tardinha, devido aos mosquitos!
A terra
A terra é a base de tudo o que é físico à nossa volta, ela é subjacente à água. Quando não viajávamos sobre a água, vivíamos na sua margem.
Era a terra que ajudávamos através das vibrações. Sempre gostei de fazer vibrações ao ar livre, principalmente no mato. Durante esta viagem, nós sempre as fizemos ao ar livre: a única construção onde entramos durante este périplo foi a cabana que abrigava uma sauna em nossa última noite!
O fogo
O fogo tinha uma importância particular em nossa viagem. Cozinhávamos e fervíamos água sobre uma fogueira e os homens tinham a responsabilidade de trazer lenha como nos bons tempos antigos! Era mais fácil quando a madeira já estava caída no chão da floresta e que bastava serrá-la e dividi-la em pedaços. Uma única vez nós tivemos de abater uma árvore. Mas não podíamos ter certeza de que a madeira estaria suficientemente seca para fazer fogo pela manhã.
Sempre percebo a oração como um tipo de energia; uma energia crepitante, resplandecente, que pode percorrer imensas distâncias num só instante, assim como o fogo. Organizamos uma oração conjunta duas vezes por dia, uma de manhã, e outra de noite.
O ar
Enfim, o ar. Ele era tão leve, que levei um certo tempo para avaliar o quanto ele era puro onde estávamos. Passei a maior parte da minha vida respirando o ar da cidade, e encontrar-se no campo é um presente que raramente apreciamos como se deve. Talvez relacionamos o ar a uma pomba, ao Espírito Santo. Ele nos reuniu nessa viagem. Se o Espírito Santo nos permite falar diferentes línguas, então ele devia estar presente entre nós, pois éramos abençoados quanto ao número de pessoas capazes de traduzir do russo ao inglês ou ao francês, graças a Galina, Katya e Philippe.
O quinto elemento : se eu pudesse escolher um quinto elemento, seria a luz. Ela era especial, nesse norte tão distante, onde sua presença por volta da meia noite engana os sentidos. Eu me deitava tão tarde que perdia frequentemente a sessão de oração matinal. Mas a noite era um momento propício à conversação e ao canto. A estrela da canção era Frans, imitando a baleia (da Polinésia).
Era um prazer estar com duas pessoas que não pertenciam ao IVI: Kyril, com seu "yoga do riso" e seu domínio da sauna; e Vadim, pelo seu ateísmo otimista!
Os organizadores e o guia também tiveram tempo para nos contar a história da região de Carélia, onde muito sangue foi vertido, para nos ensinar algumas palavras de russo e para nos falar da flora local.
Essa viagem do IVI foi maravilhosa, e eu vou sempre me sentir próximo de todos os que dela participaram.
Nigel, Holanda/Alemanha
