Em 14 de Outubro, os peregrinos se encontram nas muralhas de Derry (Londonderry para os ingleses), segunda cidade mais importante da Irlanda do Norte. Estas muralhas, com 8m de altura e 9m de espessura deram a Derry sua reputação de cidade impenetrável.
Vista de Derry tirada da muralha. A cidade foi local de sangrentos combates entre protestantes e católicos: 14 civis ali foram mortos no Domingo Sangrento de 30 de Janeiro de 1972.
Os peregrinos rezam pela paz na catedral Saint-Colomba de Derry.
Os belos vitrais da catedral datam da época vitoriana.
À tarde, os peregrinos se encaminham à Calçada dos Gigantes, à beira do oceano Atlântico, a leste de Derry. O mar causou a erosão da lava vulcânica fluida datada de 40 milhões de anos, e a Calçada é constituída por enormes prismas de lava resfriada.
Descida até a Calçada, ao longo da costa escarpada.
As pedras de lava basáltica da Calçada, com estranhas formas geométricas.
No dia seguinte, os peregrinos participam de uma sessão de vibrações em Beaghmore Stone Circle: os monolitos e círculos de pedra exumados nesse lugar isolado e magnífico datam de 4 mil anos e testemunham a presença de populações celtas.
Depois, os 4 ônibus dos peregrinos vão para o sul, até Armagh, capital eclesiástica do Ulster, onde residem os dois arcebispos da Irlanda, católica e anglicana. Antes do almoço os peregrinos se recolhem na catedral católica Saint-Patrick, o santo patrono da Irlanda, que a evangelizou.
Oração e cantos nesta bela catedral neogótica.
Depois da refeição, os peregrinos se recolhem na catedral anglicana de Saint-Patrick, onde participam de um encontro caloroso entre o arcebispo anglicano Monsenhor Alan Harpur, e o padre católico Father Kennedy, que participou das negociações de paz. Todos rezam juntos pela paz e pela reconciliação.
Chegando a Belfast ao fim da tarde, os peregrinos admiram as pinturas murais, expressão artística das rebeliões políticas.
Na manhã do dia seguinte, os peregrinos assistem uma missa na catedral católica de Belfast.
Depois eles pegam o barco para deixar a Irlanda do Norte e prosseguir sua viagem para a Escócia. Chegando em Glasgow no fim do dia, eles rezam diante da igreja Saint-Mungo, padroeiro da cidade.
Necroplis, o cemitério de Glasgow, criado na época vitoriana, é um lugar histórico de recolhimento e de passeio tal como o Père Lachaise em Paris.
Ao anoitecer, os peregrinos vão a pé para o seu hotel, atravessando o rio Clyde.
No dia seguinte, depois de ter visitado a notável coleção Burrel perto de Glasgow, os peregrinos seguiram em direção noroeste, à ilha de Iona, e pararam para fazer um piquenique à beira do Loch (lago) Lomond.
Depois da cidade de Oban, eles pegam o barco que os leva à esplêndida e austera ilha de Mull.
No dia seguinte, todos os peregrinos se encontram na ilha de Iona, perto de Mull, e admiram suas cruzes celtas.
Eles se dirigem à abadia de Iona, fundada por Saint Colomba no século VI. Ela foi destruída depois da reforma e depois reconstruída no século passado pela comunidade cristã ecumênica de Iona, que agrupa crentes do Reino-Unido e do mundo inteiro, desejosos de viver plenamente o Evangelho na sua vida cotidiana.
O claustro da abadia.
Os peregrinos assistem uma cerimônia muito bela, animada pelos fiéis da comunidade de Iona.
Um momento de repouso para contemplar a beleza da ilha.
Alguns descobrem as praias de areia branca de Iona ao anoitecer.
Os carneiros fazem parte dos habitantes típicos da ilha! Eles são numerosos a pastar sobre esta terra verdejante.
Os peregrinos retomam o ferry-boat que os leva de Iona a Mull.
No dia seguinte, eles pegam o barco para o continente, e após 3 h de estrada chegam a Edimburgo. Uma noite festiva os espera numa antiga igreja transformada em local de eventos: o Hub.
Os peregrinos visitam o castelo de Edimburgo, fortaleza temível construída no século XVI e residência dos reis da Escócia, antes de se despedirem para voltar a seus respectivos países.
© Invitation à la Vie - 2010
